quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Talvez;

Eu poderia ter acertado o alvo de primeira, com os olhos fechados se eu não tivesse me distraído com tanto brilho que vinha em minha direção naquele dia tão nublado. Nem o sol tinha tanta luz quanto aquilo que vinha na minha frente e eu nem sabia oque era.
- O que é aquilo, santo deus? - é o que cantava alto na minha mente. Algo indecifrável e caloroso como uma chama de fogo que surge do nada.
Completamente desconhecido.
Talvez seja amor.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Como se uma rosa de ventos chegasse misteriosamente dentro da sua mente vazia, que não há nada passando por muitos anos. 
Andei milhas e milhas procurando alguma coisa, nem que insignificante fosse, pra ali preencher, fazendo as teias das aranhas não tomarem conta de qualquer canto. Não achei nada, até o dia em que parei de procurar, deixei todas as milhas caminhadas, pra trás. 
Escorei-me em um canto. E ali fiquei, horas, dias, semanas, anos... Tempestades, dias ensolarados, nuvens pesadas e nada de chegar alguma coisa que preencha aquele vazio que já era pequeno e sem cor, por tanta negritude que já havia tomado conta. 
Até chegar a luz... com você. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ela chega. Escuridão, lembranças, lágrimas, tristeza. Chega arrasando aos olhos de qualquer um que a vê. Com braceletes de prata, cabelos negros amarrados, olhos brilhando à sombra preta. Roupas longas e escuras
Ela abre a porta:
-Posso entrar? 
-Não. Mas não adianta eu, tão frágil, lutar contra a força que você trás. 
Ela toma conta do lugar. Não há nada que possa ser feito para que a Saudade não invada. Pode ela ser pequena, mas tem uma força tão grande... 
Seria bom se as lágrimas permanecessem dentro de mim assim como as palavras que sempre quiseram, mas nunca foram ditas.
Ainda lembro do que foi dito, que deveria ser esquecido deixado pra trás. Mas não, não dava, tinha que ser. 
Era muito mais forte do que eu pra deixar guardado. 
Só que era 'meu' demais pra ser falado. 
Tão distante da realidade existia eu e você, e agora, parece até um sonho realizado. 
Pode até ser o que eu não 'pedi' a 'Deus'. Mas é você, e do jeito que eu desejei. 
Mas o sol já vai se por mais uma vez, mais uma noite fria chega.
Apenas eu e um violão, tentando achar a razão de passar os dias sem você. E a cada melodia que soa entre meu dedilho sob as cordas, uma lembrança de você. 
Cabeça não pensa, coração peca, incertezas chegam, se acomodam, ficam.