sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Sem medo e ao mesmo tempo, sem tempo. Como se estivesse acenando pro nada, espanto as nuvens de pensamentos que se formam em volta da minha cabeça nesse momento que se torna rude até o ato de respirar.

Confusão. Barulho "na lata". Um brilho de ideia também se espalha no olhar.
Talvez eu tenha resolvido jogar fora esse tal amar? Não... Não dá pra jogar fora um saber, não dá pra evitar disseminar. Se não era o que eu queria, por que eu fiz?
Como eu vou conseguir, sem tentar?
Foi aquilo que um dia ensinou meu mestre das palavras, dos anseios: se aparecesse um gênio, quais seriam os teus desejos?

Tudo isso se passou em uma fração de segundo que parecia eterno. O tempo é relativo demais quando se é interno. Interno na mente, interno da loucura. Será que um dia eu encontro algo pra ser a cura?
Mesmo feita de sol
Me faltam os raios que iluminam
A minha mente
Quando me perco no escuro do meu próprio olhar
Que ilumina tantos caminhos...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Estava lá sentada
Apenas com aquela mente vazia,
desvairada.
Olhava pela janela do vidro tão transparente
Tão aprisionada
Observava aqueles belos raios de sol
Que iluminavam a infinita selva de pedra.

A única coisa que corria naquela caixa vazia
Eram as inúmeras perguntas
Que queriam chegar a mesma resposta.

Por quanto tempo
Essa luz iluminará
O mesmo dia?
Impreterivelmente entregue aos meus pensamentos
Sentindo mais vazio quanto mais me encho
Sentir incompreendido quando mais me compreendo
Quando tu presentes, nunca me enche
Me esvazia e me transborda
Num simples ato de bater a porta
E ficar até o dia clarear.

sábado, 24 de agosto de 2013

"Nós poderíamos ainda sentar naquele velho sofá em frente a tv
E assistir à mesma fita
Igual naquele dia que tu segurava a minha mão
E com a outra fazia a batida
Daquela musica que fazia meu coração bater como nunca
Por estar do lado de alguém que..."
Pouco tempo se passou, mas nesse pouco parece muito. Cada dia sem tua pessoa, é mais que um absurdo. Eu poderia me ver vivendo sem ter conhecido a ti. Mas, a vida deu um rumo e tu apareceu pra mim. Agora é dificil ter uma imagem minha sem ti por perto, e é isso que falta aqui. Uma parte de mim se foi, e isso aqui agora não passa de uma carcaça. A mesma musica, o mesmo significado. Sentimento diferente a cada solo tocado. Tu és ainda o mesmo pra mim.
O mesmo dono desse amor sem fim...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Outro capítulo desconhecido de uma memória desarranjada.

"Porque já estava noite e você estava deitado ali comigo. Nós assistíamos o lado de fora da casa pela janela do quarto e pela parte do teto de vidro que estava sob nós.
As nuvens não estavam no céu. Aliás, não tinha nada lá além da brisa fria que fazia você me abraçar e me trazer pra perto do teu corpo quente e... Mas cadê as estrelas pra assistir essa cena maravilhosa que nem algum Deus existente poderia pensar em desenhar em algum papiro qualquer? A lua estava ali a vigiar e parecia olhar orgulhosa aquilo que por anos ela tanto viu eu aclamar pela janela do quarto, como se ela fosse uma amiga a estar sempre ali pra ouvir as palavras cheias de graça que saiam estupidamente da minha boca.
Eu parei de pensar em tudo aquilo e quando eu olhei pra você... Eu percebi que meu céu estava ali. O balanço dos teus cabelos eram as minhas nuvens que se moviam com o vento. E teus olhos, ah, os teus olhos... Pareciam que todas as estrelas se encontravam ali. em constelações. Talvez fosse por isso que nenhuma estava disposta ao céu. Eu não precisava de mais nada além daquilo que eu contemplava ali na minha frente. De tão perfeito, parecia irreal."
Na noite vazia de estrelas no ceu, pego o meu querido amigo que faço queimar por dentro e trago à tona todos os questionamentos. Será mesmo que vale a pena ser correto nessa corrente de mar aberto? Melhor deixar a marola levar a gente por inteiro.
na caída da noite calada, a gente pensa na vida errada, onde rolam até umas lágrimas iradas. Iradas de dor procurando ser libertadas. Libertadas da angústia guardada dentro de ti. Serem liberadas dos olhos vazios que veem a realidade poluída e sozinhos não podem fazer nada.